Meta alerta para golpes que tentam vincular contas do WhatsApp a dispositivos de criminosos. Foto: Reprodução
O roubo de contas do WhatsApp pode permitir que criminosos se passem pela vítima para pedir dinheiro a familiares, amigos e contatos profissionais. Para evitar esse tipo de fraude, a Meta recomenda atenção aos dispositivos conectados, aos códigos de confirmação e às solicitações para vincular novos aparelhos.
Uma das estratégias identificadas pela empresa envolve convencer o usuário a compartilhar um código de vinculação ou escanear um QR code. Com isso, o golpista pode conectar a conta da vítima a outro dispositivo e acompanhar as conversas.
Em março de 2026, a Meta anunciou novos alertas de segurança para identificar tentativas suspeitas de vinculação de dispositivos. A ferramenta informa ao usuário quando uma solicitação apresenta sinais de possível fraude.
Como os criminosos tentam acessar uma conta?
De acordo com a Meta, golpistas podem se apresentar como representantes de empresas, organizadores de promoções ou pessoas que oferecem algum serviço.
Em determinadas situações, pedem que a vítima informe o número de telefone em um site e, depois, compartilhe um código recebido pelo WhatsApp. Outra estratégia é convencer o usuário a escanear um QR code sob um pretexto falso.
Essas ações podem permitir que o criminoso vincule um dispositivo à conta da vítima. Depois, ele pode utilizar o acesso para se passar pelo titular e tentar obter dinheiro de pessoas próximas.
O WhatsApp também alerta que ninguém deve compartilhar o código de confirmação recebido por SMS. A empresa informa que esse código é necessário para registrar o número em outro aparelho.
Como proteger sua conta do WhatsApp
Algumas medidas ajudam a reduzir o risco de acesso indevido:
1. Ative a verificação em duas etapas
O recurso acrescenta uma camada de proteção à conta. Para ativá-lo, abra o WhatsApp e acesse:
- Configurações;
- Conta;
- Verificação em duas etapas.
Siga as instruções para cadastrar uma senha ou PIN e informe um endereço de e-mail para recuperação, quando solicitado.
2. Confira os dispositivos conectados
Acesse a opção “Dispositivos conectados” no aplicativo e verifique se há computadores, tablets ou outros celulares que você não reconhece.
Caso encontre algum acesso suspeito, selecione o dispositivo e escolha a opção para desconectá-lo.
3. Não compartilhe códigos de confirmação
Códigos recebidos por SMS ou pelo próprio WhatsApp não devem ser enviados a terceiros. Mesmo que a solicitação pareça vir de um conhecido ou de uma empresa, confirme a situação por outro canal.
4. Desconfie de QR codes e pedidos de vinculação
Não escaneie códigos enviados por desconhecidos ou apresentados em páginas que prometem vantagens, prêmios e serviços sem que você tenha certeza da procedência.
5. Mantenha o aplicativo e o celular atualizados
As atualizações podem incluir correções de falhas e melhorias de segurança. O WhatsApp recomenda utilizar sempre a versão mais recente disponível.
Como atualizar o WhatsApp automaticamente
A atualização automática não é configurada dentro do WhatsApp. O procedimento é feito pela loja de aplicativos do celular.
Em celulares Android:
- Abra a Google Play Store.
- Toque na foto do perfil.
- Entre em “Gerenciar apps e dispositivos”.
- Selecione “Gerenciar”.
- Localize o WhatsApp e abra sua página.
- Toque nos três pontos e habilite “Atualização automática”.
Também é possível configurar a atualização automática de todos os aplicativos em “Configurações”, “Preferências de rede” e “Atualizar apps automaticamente”.
Em iPhones:
- Abra os Ajustes do aparelho.
- Acesse “Apps”.
- Selecione “App Store”.
- Ative a opção “Atualizações de Apps”.
O que fazer se sua conta for invadida?
Se perder o acesso ao WhatsApp, a orientação da empresa é registrar novamente o número de telefone no aplicativo, utilizando o código de seis dígitos recebido por SMS ou ligação.
Segundo o WhatsApp, a confirmação do número desconecta automaticamente os demais dispositivos vinculados à conta.
Também é importante avisar familiares e amigos por outro meio de comunicação, pois os criminosos podem utilizar o perfil comprometido para solicitar transferências bancárias.
A recomendação é não realizar pagamentos sem confirmar a identidade de quem fez o pedido, mesmo quando a mensagem parte de um número conhecido.
