Escolhas alimentares, métodos de preparo e orientação profissional ajudam a controlar o colesterol LDL e a reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Foto: Reprodução
A alimentação influencia os níveis de colesterol no sangue e pode contribuir para a prevenção de doenças cardiovasculares. Entre os fatores que merecem atenção estão o consumo excessivo de gorduras saturadas e os hábitos alimentares associados a produtos ultraprocessados.
O colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”, pode se acumular nas paredes das artérias e contribuir para a formação de placas. Esse processo, chamado aterosclerose, aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
A Liga Colombiana Contra o Ataque Cardíaco e a Hipertensão destaca cinco grupos de alimentos e componentes da dieta que merecem atenção. A quantidade consumida e a frequência de consumo são fatores importantes para avaliar seus efeitos sobre a saúde.
1. Leite integral, manteiga e queijos gordurosos
Leite integral, creme de leite, manteiga e alguns tipos de queijo contêm gorduras saturadas, que podem elevar o colesterol LDL quando consumidas em excesso.
Entre os queijos que merecem atenção estão gouda, emmental, parmesão e brie. O teor de gordura varia conforme o produto e o processo de fabricação.
Uma alternativa é optar por versões semidesnatadas ou desnatadas de laticínios, considerando as necessidades nutricionais individuais.
2. Carnes vermelhas com alto teor de gordura
Carne bovina, vitela e cordeiro podem fornecer quantidades significativas de gordura saturada, dependendo do corte.
Para reduzir o consumo desse componente, a recomendação é escolher cortes magros e retirar a gordura visível antes do preparo.
O método de cozimento também faz diferença. Preparações assadas ou cozidas, com menor adição de óleo, podem ajudar a reduzir a quantidade de gordura da refeição.
3. Salsichas, salame e outros embutidos
Salsichas, salame, presunto e outros embutidos podem conter quantidades elevadas de sódio e, dependendo do produto, gordura saturada.
O consumo frequente desses alimentos está associado a preocupações relacionadas à saúde cardiovascular. Por isso, limitar a ingestão e priorizar alimentos frescos no dia a dia são medidas que podem contribuir para uma alimentação equilibrada.
É importante observar os rótulos, pois a composição nutricional varia entre as marcas e os tipos de produto.
4. Alimentos ricos em gorduras saturadas
O consumo excessivo de gorduras saturadas pode elevar o colesterol LDL e contribuir para o aumento do risco cardiovascular.
Além de estarem presentes em carnes gordurosas, manteiga e determinados laticínios, essas gorduras podem aparecer em produtos como hambúrgueres e cachorros-quentes.
Óleo de coco e chocolate também merecem atenção, embora a composição varie de acordo com o produto. No caso do chocolate, por exemplo, a quantidade de gordura e açúcar depende da formulação.
A recomendação é observar a composição dos alimentos e evitar que produtos ricos em gorduras saturadas ocupem uma parcela excessiva da dieta.
5. Bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados
Refrigerantes, sucos artificiais e outras bebidas com adição de açúcar podem contribuir para o consumo excessivo de açúcares.
Quando frequente, esse hábito pode prejudicar a saúde metabólica e favorecer problemas como ganho de peso e alterações nos níveis de triglicerídeos. Esses fatores também podem aumentar o risco cardiovascular.
Farinhas refinadas e produtos ultraprocessados merecem atenção quando fazem parte de uma alimentação pouco variada e com excesso de calorias, açúcar, sódio ou gorduras.
Esses produtos podem facilitar o consumo excessivo, especialmente quando substituem alimentos ricos em fibras e nutrientes.
Como cuidar do colesterol no dia a dia?
Controlar o colesterol depende do conjunto dos hábitos alimentares, da prática de atividade física, de fatores genéticos e de outras condições de saúde.
Algumas medidas que podem ajudar incluem reduzir o consumo de gorduras saturadas, priorizar alimentos in natura ou minimamente processados e incluir fontes de fibras, como frutas, verduras, legumes, feijão e aveia.
Também é importante realizar exames periódicos e buscar orientação de um profissional de saúde para avaliar os níveis de colesterol e definir os cuidados necessários.
A alimentação pode contribuir para o controle do LDL, mas não substitui o acompanhamento médico nem o uso de medicamentos quando prescritos.
